29 March 2007

My B-day !

Amanhã, 30 de março, é meu aniversario. E, tudo começou 33 anos atras, quando meus pais moravam em Brasilia, e naquela época não havia muito o que fazer por la, muito menos programas de televisão decentes. Enfim, num dia eles saracotearam e entre milhões de espermatozoides eu fui a vencedora. Confesso, não foi tão facil. Foi um longo e escuro caminho até eu conseguir me infiltrar no ovulo de mamãe. Ela então resolveu voltar à Manaus onde eu nasceria, sendo a esta a minha primeira viagem de avião. Estava tudo planejado que eu nasceria no dia 1° de abril. Imagina, eu nascendo numa data dessas ? Ja ia nascer desacreditada, então dei meus pulinhos e me adiantei, fazendo a minha estréia no mundo no dia 30 de Março de 1974, um sabado às 5 da tarde. Nasci pequena, quase uma mucurinha. Meus irmãos ao me verem indagaram de cara : "Isso ai é a Daniela ?". Eles esperavam um Danielão, eu acho, coisa que eu me tornei muitos anos mais tarde.

Os anos foram passando e eu fui crescendo – até demais pro meu gosto, principalmente pros lados. Passei a infância brincando de panelinhas, andando de bicleta, jogando atari e empinando papagaios (pipas). Na fase aborrecente eu era um saco. Vivia em crises existenciais, e ja adorava tirar fotos na minha maquina Love, que depois passou a ser uma mUderna Olympus Trip, presente de vovô. Sempre me achei uma pessoa meio "diferente" das outras. Meus conceitos eram outros e via a vida de uma forma mais transversal, seja la o que isso signifique. Passei a vida toda ouvindo os outros me chamarem de louca, de doida. Mas, mal sabiam eles que eu era é feliz !

Hoje eu posso afirmar que sempre aproveitei a minha vida. Sempre fui uma pessoa livre, aberta, com pensamentos muito fora do alcance de serem entendidos por pessoas tradicionais. Sempre pertenci ao mundo, e nele fui me jogando aos poucos, mesmo ouvindo mil vezes que eu precisaria ser mais "séria" , que deveria me dedicar às coisas que o mundo "adulto" achava ser o certo… Mas, meus instintos nunca falharam. Sempre segui o que mandava minhas intuições. Quebrei a cara aqui, outra ali. E aos poucos fui moldando o que eu sou hoje.

Acho uma delicia, um grande prazer, poder escrever aqui hoje que eu sou o que eu sempre quis ser : uma pessoa que voou alturas inimaginavéis, caiu, se machucou, levantou e encontrou o que mais queria – viver uma vida plena, feliz, cheia de paz. Me sinto realizada com meus 33 anos de vida, com os caminhos que percorri, com as escolhas que fiz. E, acima de tudo, com a vida que hoje eu carrego dentro de mim. Que, com certeza sera o inicio de outra caminhada, diferente de tudo aquilo que ja vivi, mas com a diferença que ja inicia em plenitude.

Meu aniversario, inicio de um novo ano. O ano mais feliz de todos !

26 March 2007

Honeymoon !!!

Nossa lua de mel ano passado foi uma viagem hilaria, a começar que fizemos a lua de mel quase dois meses antes do casamento, para termos mais tempo de passear, e pra aproveitarmos o fim do verão… Depois de termos um mês inteiro de sol de rachar o côco, o tempo mudou justamente qdo viajamos… dias e dias de chuva (alguns lugares foi impossivel fotografar). Nossa intenção era fazer uma viagem romântica, por cidades pequenas e tranquilas, com muita natureza e historia. Eis então que nos criamos um roteiro enooorme e muito charmoso. Então, aperte os cintos e vamos iniciar a viagem pelo Reino Unido e Irlanda ! Posts estão abaixo ! Boa viagem !

Honeymoon - Parte I

Era final de verão europeu, seis horas da manhã. Saimos de carro daqui da Bélgica até Calais na França, la entramos na fila para o trem, passamos na imigração britânica, onde eu tive que descer do carro e ser entrevistada por quinze minutos, o agente quis saber até pq eu tinha ido à New York no ano anterior ( ?) e ainda colocou o Marc na minha frente e me perguntou "de onde eu conhecia esse homem !". Passei na entrevista e fui liberada. Entramos com o carro no trem e atravessamos o eurotunnel em 35 minutos. Uma sensação esquisita, mistura de sardinha em lata com a maquininha do De Volta Para o Futuro. Quando saimos do trem em Folkestone, ja começamos a dirigir pelo lado direito. Achei aquilo tudo muito estranho. Dirigimos em estradas estreitas por Kent. Nosso destino final do dia seria Bath, mas fomos parando pelo caminho !

Primeira foto britânica, bem cliché mesmo: famoso telefone vermelho !

Primeira parada pra um café foi em Ashford, estava chovendo (clima britânico de verão !) e saimos correndo até encontrarmos um café italiano no centro. La pertinho vimos uma livraria Waterstones, e compramos livrinhos e mais livrinhos. Voltamos ao carro (depois de nos perdermos nas ruas pra achar o estacionamento) e seguimos viagem, passamos por Royal Tunbridge Wells, onde a aristocracia britânica se refugiava para dias de descanso. Passamos Tunbridge e fomos até Chartwell, visitar a casa de Wiston Churchill, que faz parte do British National Trust (infelizmente não possuo fotos, estava chovendo canivete). De la fomos na direção norte até o ring de Londres, que atravessamos bravamente e pegamos a saida da motorway M3, direção Manchester e saimos antes na A303 que nos levou na direção de Amesbury onde fica Stonehenge. E o sol abriu !

Stonehenge é um capitulo a parte. Lugar mistico, cheio de mistério. Pegamos o tal phone que conta a historia, mas o melhor foi a explicação de um dos guias que circulam por la.

Eh um daqueles lugares que temos que ir pelo menos uma vez na vida pra sentir vibrações e energias positivas. Ficar embasbacado com o posicionamento de cada pedra em relação aos solsticios. Ha 5000 mil anos as pedras estão la, e ninguém sabe o certo o pq da construção. Hoje em dia não vemos mais a construção original, as pedras foram caindo durante esse periodo, muitas outras foram danificadas por visitantes. Não é mais possivel chegar perto das pedras, a não ser em dias de visitas especiais, que devem ser antecipadamente agendadas. As bluestones, com cerca de cinco toneladas cada (são as pedras menores) foram levadas por ancestrais romanos, vindas de Pembroke em Wales. Imaginem isso a 4500 anos atras !


Da Stonehenge fomos finalmente pra Bath, onde "oficialmente" começariamos a nossa viagem !

Honeymoon - Parte III

Saimos de Bath em direção à Wales. Destino Pembroke. No caminho passamos por Bristol, atravessamos a Severn Bridge e chegamos em Wales. Ja na saida do toll começamos a ler placas em gaulês e inglês. No caminho paramos numa rest area para irmos ao banheiro e tomar um café, e nosso unico contato com um nativo foi um desastre ! Queriamos comprar o café e ele repondeu que a maquina não estava funcionando, mas nem eu, nem marido entendemos o inglês dele. Ficamos chocados com isso !

Depois de duas horas cruzando Wales, chegamos em Pembroke onde pegamos nosso ferry-boat (foto acima) que nos levou até Rosslare na Irlanda. O ferry parece um shopping, com lojas, bares, restaurantes e areas de lazer para as crianças. A viagem de quatro horas passou voando com tanta diversão ! Rosslare fica ao sul da Irlanda, a um pouco mais de uma hora de Dublin. Quando saimos do ferry ja entramos no clima irlandês: chuva e chuva. As estradas da Irlanda não são modernas como no continente, foi uma das primeiras coisas que notamos. Seguimos pela N11, que nos deixou direto no ring de Dublin. Ja era noite.


Quando a gente pensa em Dublin, vem logo na cabeça cerveja.
E cerveja irlandesa é a Guiness. Então la fomos nos fazer o
roteiro bem turista de visitar a cervejaria.

A cervejaria é imensa, e eles possuem essa espécia de museu que conta a
historia da Guiness, mostrando a evolução através do tempo, todo o processo
de fabricação da cerveja, plantações, tipos diferentes da marca.

No ultimo andar desse prédio modernissimo, vc faz um "curso" de como
colocar a crveja num copo, quanto tempo esperar depois de servida até que
ela fique no ponto para ser bebida. Até eu que não bebo fiquei
encantada com tanta informção !

Dublin, também possui os ônibus double-deck.
Passamos um dia inteiro andamos de ônibus, sempre no
andar de cima, é claro ! Alias, os ônibus de city tour hop-in hop-off é uma
maneira bem pratica de se locomover pelos pontos turisticos da cidade.

O Dublin Castle fica no meio da cidade, em estilo gaélico, e uma vez ocupado
por vikings. Foi usado como presidio e também como morada de religiosos.




No dia em que visitamos o castelo, havia essa exposição de
escultura grandiosas feitas de areia, no patio da frente.

Uma vez em Dublin, é obrigatorio ir em pubs ! O lugar favorito dos
irlandeses. Segundo ao namorado irlandês da minha amiga, é a unica
forma de se divertir em dias frios e chuvosos, isto é, sempre !

O The Temple Bar é o pub mais célebre da cidade, por conta dele
toda região em sua volta recebeu o nome Temple Bar Cultural Trust.
Resumindo: é aqui que a noite "bomba". São ruas e ruas,
com lojas, bares, clubs, e restaurantes.
¤
¤
¤
P.S.: Em Dublin não ficamos em hotel, pois ficamos na casa de uma das minhas melhores amigas de escola, que mora la.

Honeymoon - Parte II

Bath é uma cidade que faz você suspirar. Andar pelas ruas historicas dessa cidade britânica é como fazer um passeio ao passado, envolto em historias medievais, nas termas romanas, nos romances de Jane Austen. Impossivel não se apaixonar pela arquitetura de John Wood. Além de ser extremamente romântica. :)

Pulteney Bridge, concluida em 1773 por cima do Avon River arquitetada
por Robert Adam. Possui lojas nos dois lados da ponte.
Avon River e o parque logo abaixo da Puteney Bridge,
no verão esse parque é palco de grandes shows e espetaculos.

Ainda o parque que rodeia o Avon River.

Bath Abbey, em estilo gotico medieval, uma das maiores
do Reino Unido. Construida a doze séculos atras e ja reformada
varias vezes, ela foi sendo modificada através dos tempos.
Roman Baths, termas contruidas pelos romanos, incrivelmente conservada
e com as aguas (hot springs) ainda ativas !

A piscina principal, possui 1,6m de profundidade,
com degraus em todos os lados. Essa piscina central era a publica,
onde homens e mulheres misturados (!) se encontravam.


O terraço em cima, possui estatuas de governadores romanos
na grã-betanha, imperadores e lideres militares

A agua da piscina possui a temperatura de 46°C. No passado
acreditavam que tal fenômeno era obra dos deuses !


Da piscina principal pode se ver a Abbey, que com o por do sol
fica com essa cor "arrosada". Linda !


Arquitetura de John Woods, os famosos "Crescents".

Essa é a obra mais famosa de Woods, o Royal Crescent. São casas
construidas para abrigar os ricos e abastados de Bath, no século XVIII.

Flores e mais flores pelas ruas e parques de Bath !

Em Bath ficamos hospedados no Redcar Hotel, que na realidade é um Bed & Breakfast, com localização excelente ao lado do Henrietta Park, a poucos minutos a pé de toda essa area historica. O quarto não era muito grande, mas era bem arejado e de frente para a rua.

Honeymoon - Parte V

Desembarcamos do ferry em Stranraer, sul da Escocia. Seguimos a rota pela costa, passando por Ayr e Glasgow. A sinalização no ring de Glasgow se mostrou um pouco confusa, mas conseguimos contorna-lo e fomos em direção norte até o Mont Ben More no The Trossachs National Park, nosso destino.

Ficamos hospedados no Inverardran House (foto acima), um gostoso
Bed & Breakfast, com um quarto charmoso e vista deslubrante da montanha.

The Trossachs National Park é uma area cercada de montanhas,
florestas e lagos de agua fresca. Cada curva nessa região é um suspiro.
Cerca de 16.000 pessoas vivem nessa area, o unico tipo de
acomodação turistica são os Bed & Breakfast e camping.

Tinha vacas no meio do caminho !

As vacas escocesas são muito estrelas,
elas nunca olham para a foto. Metidas !


Ha também castelos, que hospedam visitante um pouco mais abastados.

Loch Katrine, um dos varios lagos dentro de Trossachs.
O lago é repleto de lendas, e acredita-se que por la
existem elfos, duendes e fadas !
O lago possui 13 kilometros de extensão e 1 kilomentro de largura,
onde é possivel a pratica de ciclismos e também caminhadas nas
trilhas. Na entrada do lago é possivel alugar bicicletas.

Uma das atrações principais do Katrine, é o passeio no barco
The Lady of the Lake até Ellens Isle. O barco faz esse passeio
desde 1900, mas não funciona no inverno.
O Katrine é um lago de agua doce e ainda é usado como
fornecedor de agua pra Glasgow.
Bem ali pertinho do Katrine, fica o Duke's Pass, de onde
se tem vista para os lagos do Trossachs.

Honeymoon - Parte IV

De Dublin dirigimos por um pouco mais de duas horas na direção norte. Destino Bushmils, Irlanda do Norte. Interessante constatar que é so sair da area da Irlanda e voltar aos dominios britânicos que as estradas voltam a ser mais modernas ! Também notei na região de "fronteira", milhares de pixações dos grupos separatistas britânicos.

A vista ao chegar em Bushmill é fascinante.
Mas o melhor ainda estava por vim !
Fomos até la pra visitarmos um dos lugares mais bonitos que ja fui
na vida: Giant's Causeway. Um "calçadão" de basalto formado
nas encostas das colinas.

Giant's Causeway é o resultado de erupções vulcânicas
ocorridas aproximadamente 65 milhões de anos atras.

Ao iniciar a descida até o famoso causeway, vc nem
imagina e imensidão que encontrara do outro lado da colina !

As pedras em formatos hexagonal de basalto, são resultado da
cristalização das lavas vulcânicas em contato com a agua do mar.

As pedras de basalto formaram colunas e dividiram-se em areas
distintas da colina. Formando o Small Causeway (foto abaixo), o Grand
Causeway, o Pipe Organ, entre outros.

A parte preta nas pedras que vc vê na foto acima é onde
a agua do ar consegue alcançar.

Estima-se que ha cerca de 40.000 colunas de basalto na area.

O Giant's Causeway faz parte do
World Herirage Site da Unesco, desde 1996.

Nossa visita à Irlanda do Norte se limitou ao Giant's Causeway, onde passamos a manhã, de la seguimos até Belfast, onde pegamos nosso ferry-boat que nos levou em duas horas até Stranraer, na Escocia. A foto acima foi tirado dentro do ferry ja avistando terras escocesas !

Honeymoon - Parte Final

O dia que saimos de Trossachs amanheceu chuvoso. E a chuva foi so aumentando, chegamos em Edinburgh debaixo d'agua, mas não desanimamos. Dirigimos até a região de Royal Mile, onde achamos um estacionamento ao lado da estação de trem de Waverley. Munidos de guarda-chuva e capas, começamos nossa trajetoria embaixo de chuva...

O primeiro lugar que paramos em Edinburgh foi esse pub,
o Halfway House. Um lugar gostosissimo.
Pequeno, aconchegante e o dono do pub é super simpatico !

O pub, que elegemos o MELHOR de toda a viagem, fica
nessa escadaria entre a estação de Waverley e o Fleshmarket.
Subindo a escadaria chega-se na Royal Mile.
Royal Mile, onde tudo acontece em Edinburgh.
Quando estavamos la, estava havendo o Festival Internacional
e a cidade estava tomada por artistas. Uma festa !
Nesta area ficam varios dos prédios historicos de Edinburgh,
como a Catedral, a Camera Obscura e varias lojas e galerias.

Por ali também encontramos os famosos escoceses com
suas kilts tocando musicas celtas com os bagpipes.

Apos corrermos da chuva e ventos fortes, chegamos ao topo
da Royal Mile, onde fica o Castelo de Edinburgh.
Notem na foto o foggy britânico !

O castelo foi construido como um forte romano, numa area que foi uma vez
um vulcão. Isso 2000 anos atras. De la pode-se ver toda a cidade
(qdo não esta com foggy!). O castelo foi usado pela primeira vez como
residência real no século XI. Foi usado pra abrigar o tesouro real, e ainda
hoje existe a regalia royal em exibição, com uma proteção e tanta !
Dentro do castelo não pode tirar fotos, e com a chuva que estava
eu não tive coragem de tirar fotos fora também !

Como Edinburgh estava lotada por causa do Festival Internacional,
so encontramos hospedagem numa cidade ao leste, North Berwick.
Ficamos hospedados no Blenheim House Hotel, e nosso quarto
tinha vista para a praia. De noite o barulho do mar era
musica pra dormir gostoso !
North Berwick apesar de ser o paraiso da terceira idade escocesa (rs),
foi uma grande surpresa. O visual da praia é fantastico. Caminhamos
na praia até chegar ao pequeno cais.
Quando deixamos a Escocia, o dia estava lindo. Começamos então a fazer o percurso de volta pra casa. Pegamos a motorway A1 em direção sul para Newcastle. Como tinhamos um pouco de tempo, no meio do caminho fomos tentar ver o que sobrou do Handrian's Wall.
Não encontramos muita coisa, pois para isso precisariamos de mais
tempo e também muita energia pra fazer o percurso a pé.
Esse pedaço do muro (foto acima), foi a unica parte que vimos
do que sobrou da construção romana.
Ja temos uma desculpa de voltar por essas bandas, né ?
O trajeto de volta ao continente foi feito de navio. Saimos de Newcastle
(foto do porto acima) em direção a Amsterdam. A viagem durou
dezoito horas e dormimos no navio. Os camarotes são meio apertadinhos,
mas o navio possui restaurantes e bares excelentes !
Quando cheguei em casa, eu não queria tão cedo andar de carro ! (rs)
¤
¤
¤
NOTA: .As reservas (eurotunnel, ferries, navio e hotel) foram todas feitas online pela The Travel Gateway.